
Há cinco meses tomei uma decisão: deixar de ser SEDENTÁRIO. O Homem em suas primitivas origens foi nômade, ao se tornar sedentário, com o advento da agricultura, fez surgir a civilização e nós seres civilizados levamos tão a sério esse negócio que nem nos levantamos do sofá para desligar a TV. Esse foi meu primeiro passo, depois veio uma caminhada e mais caminhadas, hoje não consigo ficar sem correr, faço isso quase todos os dias.
Mas este artigo não é sobre as benesses da atividade física. Moro há 15 anos em Itapetininga, cidade que me adotou apesar de minhas raízes estarem em Guareí. O Rio Itapetininga está para os itapetininganos como o Guareí está para os guareienses, e o Ribeirão dos cavalos onde corro, está para mim hoje como o Guarda-mor esteve na minha infância e na vida de meus pais e avós.
Bem antes que o sol mostre a sua cara, estou correndo na marginal que passa ao lado do rio. É gratificante e triste ao mesmo tempo, no silêncio da manhã, na brisa suave, ouvir o barulho das águas e sentir o pouco de vida que pulsa no leito agonizante de um rio, cujas águas soam menos como tal e mais como lágrimas. Um rio como tantos outros implorando piedade, sem saber porque sofre.
A mídia e a preocupação em geral são com o Rio Amazonas, Tiête, São Francisco, com toda razão pela importância social e econômica desses rios, mas são os ribeirões que marcam nossas vidas, por estarem tão próximos e tão esquecidos.
Fico a pensar como somos egoístas, como nos achamos auto-suficientes. Não respeitamos a natureza, não respeitamos nada!
Somos um resquício de poeira no meio do universo e tratamos o nosso meio ambiente como se fosse um produto descartável que se compra em qualquer supermercado.
Quando percebermos que perto da força da natureza somos insignificantes, talvez seja tarde demais. Essa natureza que um dia se voltou contra seres magníficos e poderosos como os dinossauros, sem tomar conhecimento dos mesmos. Herdamos a Terra, mas a tratamos como se fosse uma meretriz, talvez até pior.
O Homem necessita aprender rapidamente com seus erros, pois as próximas gerações necessitam dessa virada de consciência nos dias de hoje.
Mas este artigo não é sobre as benesses da atividade física. Moro há 15 anos em Itapetininga, cidade que me adotou apesar de minhas raízes estarem em Guareí. O Rio Itapetininga está para os itapetininganos como o Guareí está para os guareienses, e o Ribeirão dos cavalos onde corro, está para mim hoje como o Guarda-mor esteve na minha infância e na vida de meus pais e avós.
Bem antes que o sol mostre a sua cara, estou correndo na marginal que passa ao lado do rio. É gratificante e triste ao mesmo tempo, no silêncio da manhã, na brisa suave, ouvir o barulho das águas e sentir o pouco de vida que pulsa no leito agonizante de um rio, cujas águas soam menos como tal e mais como lágrimas. Um rio como tantos outros implorando piedade, sem saber porque sofre.
A mídia e a preocupação em geral são com o Rio Amazonas, Tiête, São Francisco, com toda razão pela importância social e econômica desses rios, mas são os ribeirões que marcam nossas vidas, por estarem tão próximos e tão esquecidos.
Fico a pensar como somos egoístas, como nos achamos auto-suficientes. Não respeitamos a natureza, não respeitamos nada!
Somos um resquício de poeira no meio do universo e tratamos o nosso meio ambiente como se fosse um produto descartável que se compra em qualquer supermercado.
Quando percebermos que perto da força da natureza somos insignificantes, talvez seja tarde demais. Essa natureza que um dia se voltou contra seres magníficos e poderosos como os dinossauros, sem tomar conhecimento dos mesmos. Herdamos a Terra, mas a tratamos como se fosse uma meretriz, talvez até pior.
O Homem necessita aprender rapidamente com seus erros, pois as próximas gerações necessitam dessa virada de consciência nos dias de hoje.
Artigo publicado no Jornal A Tribuna de Guareí em maio/2007
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